Relatório aponta erros na lista antiterrorista dos EUA

A lista de supostos terroristas do Governo dos Estados Unidos está cheia de erros e, como resultado, milhares de pessoas tiveram problemas para atravessar a fronteira, embarcar em vôos comerciais e detenções por violações de trânsito.Um relatório do Escritório de Supervisão do Governo dos EUA informou que mais de 30 mil pessoas pediram à Administração de Segurança no Transporte que seus nomes sejam retirados da lista.A relação é preparada pelo Escritório de Alfândegas e Proteção Fronteiriça, junto o Departamento de Estado, com contribuições das Polícias estaduais e locais. Ela contém nomes de supostos terroristas e pessoas ligadas de alguma forma ao terrorismo. Também inclui pessoas que não devem ser autorizadas a embarcar em aviões.Segundo o relatório, com data de setembro mas divulgado hoje, "os problemas de identificação podem provocar demoras, revistas e interrogatórios intensos, perda de vôos e proibição da entrada no país".Em meados deste ano o senador democrata Edward Kennedy sofreu um pequeno atraso em sua tentativa de pegar um avião nos EUA porque seu nome figurava na lista.Segundo o programa "60 Minutes", da rede de televisão "CBS", que vai ao ar no próximo domingo, a lista inclui o presidente da Bolívia, Evo Morales, e o presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri.Os problemas de identificação na lista foram revelados horas depois de EUA e União Européia chegarem a um acordo provisório sobre o intercâmbio de dados pessoais de passageiros como ferramenta na luta contra o terrorismo.O compromisso "promove o objetivo comum de combater o terrorismo, mantendo ao mesmo tempo o compromisso comum de respeitar os direitos fundamentais e as liberdades, em particular a privacidade", declarou o secretário de Segurança Nacional americano, Michael Chertoff.O principal responsável do Departamento de Segurança Nacional americano (DHS) explicou que os funcionários de alfândegas e de fronteiras terão mais "flexibilidade" para compartilhar informação pessoal dos passageiros com outras agências governamentais dedicadas à luta antiterrorista.Chertoff destacou que as autoridades dos EUA receberão mais rapidamente a informação sobre os passageiros. Com isso, aumenta a capacidade para identificar "possíveis terroristas"."A proteção das fronteiras e a capacidade de verificar quem está entrando nos EUA" são missões prioritárias para o Departamento de Segurança Nacional, ressaltou Chertoff.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.