Relatório da ONU destaca desempenho de governo palestino

Texto tem referência a medidas adotadas por Israel para facilitar movimento de palestinos

Efe

12 de abril de 2011 | 08h45

JERUSALÉM - Um relatório da ONU divulgado nesta terça-feira, 12, destaca o desempenho da Autoridade Palestina (AP) em seis campos diferentes para desenvolver as instituições do governo face à consecução de um Estado independente.

 

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O documento foi preparado para a reunião desta quarta-feira em Bruxelas do Comitê Ad Hoc de Coordenação dos doadores aos palestinos, formado por 12 membros da União Europeia e os Estados Unidos.

Pelo dossiê, divulgado pelo Escritório de Coordenação da ONU em Jerusalém, trata-se da governança, da condução da lei e dos direitos humanos; a qualidade de vida; a educação e a cultura; a saúde; a proteção social, e a água e as infraestruturas.

O primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, lançou em 2009 um plano para definir as bases econômicas e institucionais de um futuro Estado soberano para setembro de 2011, em vez de esperar que o diálogo de paz com Israel (atualmente estagnado) dê resultados.

O projeto tem como objetivo levantar as instituições e sanear a economia para preparar o estabelecimento de um Estado palestino nos territórios ocupados da Cisjordânia e Jerusalém Oriental, assim como em Gaza.

Período decisivo

 

O Coordenador Especial das Nações Unidas para o Processo de Paz no Oriente Médio, Robert Serry, chamou atenção para atuação do Executivo da AP nas seis áreas nas quais a ONU esteve especialmente envolvida.

"Destaco as conquistas do presidente (Mahmoud) Abbas e do primeiro-ministro Fayyad. Este é um período decisivo no qual nos aproximamos do objetivo de setembro de 2011 para que as instituições da AP estejam preparadas para um estado", manifestou Serry.

Ele acrescentou que essa data também é o prazo limite "fixado pelas partes (israelenses e palestinos) para alcançar um acordo definitivo negociado para a criação de um Estado palestino em paz com Israel".

O documento faz ainda referência às medidas adotadas por Israel para facilitar o movimento e acesso aos palestinos, o que contribuiu para apoiar a atividade econômica palestina, especialmente na Cisjordânia.

No entanto, ressalta que a situação na Faixa de Gaza deve ser observada seriamente e que a atual divisão política palestina mina os esforços para desenvolver as bases institucionais e de subsistência nesse território palestino.

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