Relatório da ONU diz que fim da aids é 'totalmente viável'

Melhor acesso a drogas que tratam e previnem o vírus do HIV é o responsável pelo sucesso do combate à doença

Reuters

20 de novembro de 2012 | 13h14

Relatório das Nações Unidas divulgado nesta terça-feira, 20, afirma que a erradicação da aids está próxima graças ao melhor acesso a drogas que podem tratar e prevenir o incurável vírus da imunodeficiência humana (HIV), causador da doença.

A meta de pôr fim à epidemia mundial de aids não é "meramente visionária", mas "totalmente viável", diz o relatório da agência das Nações Uidas para a aids (Unaids).

O sucesso no combate à doença na última década permitiu que se fincassem as "fundações para o eventual fim da aids", ao reduzir a cifra de mortos e ajudar a estabilizar o número de pessoas infectadas na pandemia, assinalou o relatório anual. No final de 2011, cerca de 34 milhões de pessoas tinham o vírus HIV no mundo.

O número de novos infectados com a doença, transmitida por sangue ou pelo sêmen durante a relação sexual, está caindo em todo o mundo. O número de novas infecções em 2011, de pelo menos 2,5 milhões de pessoas, é 20 por cento inferior ao de 2001.

As mortes pela aids caíram em 2011, ficando em 1,7 milhão, abaixo do pico de 2,3 milhões em 2005 e do 1,8 milhão em 2010. A África Subsaariana é a região mais afetada, com quase 1 em cada 20 adultos infectados, aproximadamente 25 vezes a taxa na Ásia - há quase 5 milhões de pessoas com o HIV no Sul, Leste e Sudeste da Ásia.

"Embora a aids continue a ser um dos mais sérios desafios à saúde, a solidariedade mundial na resposta à aids na última década continua a gerar ganhos extraordinários na saúde", diz o relatório.

Segundo o documento, isso ocorreu graças ao "sucesso histórico" na promoção de programas em escala junto com a emergência de novas combinações de remédios para evitar que pessoas sejam infectadas e que morram da doença.

Cerca de 8 milhões de pessoas estavam sendo tratadas com drogas para a aids no fim de 2011, um aumento de 20 vezes desde 2003. A meta da ONU é elevar esse número para 15 milhões até 2015.

(Reportagem de Kate Kelland)

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