Relatório da ONU sobre Benazir Bhutto recebe críticas

Segundo colaborador de ex-presidente paquistanês, relatório não traz nada de novo

EFE

16 de abril de 2010 | 09h30

ISLAMABAD - Um estreito colaborador do ex-presidente paquistanês Pervez Musharraf afirmou nesta sexta-feira, 16, que o relatório da comissão de investigação da ONU sobre o assassinato de Benazir Bhutto contém "erros" e representa um desperdício de dinheiro.

 

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"O relatório extrai as mesmas conclusões apontadas pelo Governo do Paquistão há dois anos. Não há nada de novo", explicou à Agência

 

Efe o general reformado Rashid Qureshi, que durante a última etapa de Musharraf na Presidência foi seu porta-voz oficial.

 

Segundo Qureshi, a ONU cometeu "erros específicos" ao responsabilizar Musharraf por não ter dado suficiente proteção a Bhutto, e alegou que quando ocorreu o assassinato Musharraf já não estava em uma situação idônea para controlar o estado.

 

"Já não era o chefe do Governo (...) e também não era chefe do Exército, portanto não tinha controle sobre os serviços de inteligência", afirmou Qureshi.

 

Musharraf tinha deixado a chefia das Forças Armadas e do Governo poucas semanas antes de 27 de dezembro de 2007, dia em que Bhutto morreu em um atentado suicida na cidade de Rawalpindi, embora os analistas considerem que o então presidente seguia sendo de fato o homem mais poderoso do país.

 

O antigo porta-voz de Musharraf se declarou "surpreso" com o conteúdo do relatório apresentado ontem pela ONU, que mantém que a morte de Bhutto poderia ter sido evitada com medidas de segurança mais estritas.

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