Relatório diz que China continua violando direitos humanos

Porém, em ano de Olímpiadas, documento feito pelos EUA elogiou país por algumas 'reformas importantes'

Reuters,

11 de março de 2008 | 15h34

A China ampliou as restrições aos meios de comunicação e à Internet, além de ter aumentado o controle sobre as manifestações religiosas do Tibet budista e da Xinjiang muçulmana em 2007, afirmou o Departamento de Estado  norte-americano nesta terça-feira, 11.  A acusação consta de um relatório que classificou como inadequado o respeito aos direitos no país mais populoso do mundo, apesar de algumas reformas.   Veja também:   EUA dizem que violência policial é problema grave no BrasilO documento anual, normalmente descartado pelo governo chinês, também cita abusos como "as execuções extrajudiciais, os casos de tortura, os casos de confissão arrancada de prisioneiros, o uso de mão-de-obra envolvida em trabalhos forçados e o uso de campos de trabalho forçado." "O governo continuou a monitorar, reprimir, deter, prender e encarcerar jornalistas, escritores, ativistas, advogados de defesa e as famílias deles, muitos dos quais tentavam exercer seus direitos dentro das leis", disse o relatório de 139 páginas. O relatório do Departamento de Estado sobre o respeito aos direitos humanos em todo o mundo afirmou que a China havia realizado "algumas reformas importantes em seu sistema jurídico", entre as quais a retomada da revisão por uma alta corte das penas de morte e a permissão para que jornalistas estrangeiros trabalhem com mais liberdade para as Olimpíadas de 2008. Mas o relatório reproduziu uma denúncia do Clube de Correspondentes Estrangeiros da China afirmando que, apesar da melhora em termos gerais, ainda tinham sido recebidas 180 denúncias de interferência, entre essas casos nos quais "homens à paisana intimidaram ou agrediram jornalistas estrangeiros."

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