Relatório diz que explosão em Toulouse foi acidental

A explosão em uma fábrica de fertilizantes na França, que causou a morte de 29 pessoas, foi acidental, concluíram especialistas, ao mesmo tempo em que o ministro do Interior pediu para que se colocasse um fim aos rumores sobre as causas da tragédia. Hoje, familiares de um homem que está sendo investigado pela polícia em conexão com a explosão insistiram veementemente no fato de que ele não teve nada a ver com a tragédia. A polícia e agentes do serviço secreto franceses estão investigando o passado de Hassan Jandoubi, um franco-tunisiano de 35 anos, que foi encontrado morto no local da explosão e que era conhecido por sua "simpatia ao fundamentalismo". Autoridades mantiveram silêncio depois que o ministro do Meio Ambiente da França, Yves Cochet, afirmou ontem que a explosão de 21 de setembro na fábrica de fertilizantes AZF poderia ter sido um ato terrorista. Ele não especificou sua afirmação, dizendo apenas que essa era mais uma possibilidade. A mulher de Jandoubi, Nadia, negou o envolvimento do marido na explosão. "Ele não era muçulmano praticante. Ele nunca orava e nunca ia à mesquita. Isso nunca teria sido fruto da cabeça dele", disse ela à emissora de rádio RTL. Diante das especulações, o ministro do Interior francês, Daniel Vaillant, pediu pelo fim dos rumores. "Há pessoas que falam e escrevem sem saber de nada", disse ele, referindo-se às várias reportagens da mídia sobre a possível participação do franco-tunisiano na explosão. "Não existem hipóteses do governo ou hipóteses oficiais", afirmou. O Le Monde, um dos jornais mais respeitados da França, publicou uma reportagem hoje segundo a qual um relatório da investigação afirmava que a explosão na planta da AZF tinha sido acidental.

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