Relatório indica queda de imigração ilegal na União Europeia

Relatório indica queda de imigração ilegal na União Europeia

Estudo do Pew Research Center também revela que 50% dos ilegais estão na Alemanha e no Reino Unido

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2019 | 22h18

WASHINGTON - A Europa tinha entre 3,9 milhões e 4,8 milhões de imigrantes ilegais em 2017, metade dos quais vivia no Reino Unido e na Alemanha, revelou uma pesquisa do Instituto Pew Research Center. A pesquisa, a mais ampla em mais de uma década, feita com base em informações de 32 países europeus e organizações internacionais, revelou que o número é significativamente maior que em 2014 (3 milhões a 3,4 milhões), mas caiu um pouco desde o pico de 2016, que foi de 4,1 milhões a 5,3 milhões. 

O estudo também revelou que os imigrantes vêm de diferentes países, chegaram relativamente recentemente e a maioria é de homens jovens. 

Alemanha, Reino Unido, Itália e França, que juntos representam 50% da população total de 500 milhões da Europa, abrigam 70% de todos os imigrantes ilegais. A Alemanha e o Reino Unido, sozinhos, têm 50%.

Entre 1 milhão e 1,2 milhão de ilegais estavam vivendo na Alemanha em 2017 – mais que o dobro de 2014. Entre 800 mil e 1,2 milhão estavam instalados no Reino Unido; entre 500 mil e 700 mil na Itália e entre 300 mil e 400 mil na França. 

Apesar de a chanceler alemã, Angela Merkel, ter sido criticada por abrir as portas da Alemanha a quase 1 milhão de refugiados sírios, em 2015, e seu Partido União Democrata-Cristã ter endurecido sua posição contra os imigrantes, um estudo da Fundação Bertelsmann, divulgado em fevereiro, revelou que a Alemanha necessitará de 266 mil novos imigrantes por ano nos próximos 40 anos para compensar o envelhecimento da população e cobrir as necessidades de mão de obra. A informatização, segundo o estudo, não reduzirá as necessidades de mão de obra mas, ao contrário, aumentará a demanda de trabalhadores altamente qualificados.

No longo prazo, haverá uma redução da escassez de pessoal com formação universitária, mas se agravará a de trabalhadores com formação técnica intermédia. A imigração europeia não conseguirá cobrir as necessidades alemãs, sobretudo se levarmos em conta que os países vizinhos também serão afetados pela mudança demográfica.

Além disso, os estímulos para que trabalhadores de outros países europeus se mudem para a Alemanha diminuirão à medida que avança a convergência econômica dentro da UE.

Em outubro, os partidos que integram a coalizão de governo na Alemanha fecharam um acordo sobre uma nova lei de imigração para atrair novos trabalhadores qualificados de fora da UE. / EFE

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