Relatório militar aponta 27 culpados por abusos no Iraque

Vinte e sete membros de uma unidade de espionagem na prisão da Abu Ghraib, em Bagdá, requisitaram ou apoiaram abusos cometidos por americanos contra soldados iraquianos, de acordo com investigação feita pelo exército. ?Descobrimos erros graves de conduta e perda de valores morais?, disse o general Paul Kern, chefe da investigação, ao detalhar os resultados do que ficou conhecido como relatório Fay, a partir do nome de um dos principais investigadores, o general George Fay.Desses 27 indivíduos, 23 eram militares e quatro, funcionários terceirizados. Outros oito, incluindo dois terceirizados, sabiam dos abusos mas falharam em denunciá-los, disse Kern. ?Não há nenhuma explicação simples e única para por que Abu Ghraib aconteceu?, diz o resumo executivo do relatório. A íntegra não foi fornecida aos jornalistas.O resumo atribui os abusos a diversos fatores: ?erros de conduta (variando de desumanos a sádicos) por um pequeno grupo de soldados moralmente corruptos e civis, falta de disciplina por parte de líderes e soldados? e uma ?falha ou ausência de liderança? pelo alto comando no Iraque.O relatório Fay surge um dia depois de outro estudo, realizado por um comitê independente, ter responsabilizado altas autoridades, incluindo o secretário de Defesa Donald Rumsfeld, por terem criado o clima que tornou possíveis os abusos contra prisioneiros no Iraque. O comitê foi encabeçado pelo ex-secretário de Defesa James Schlesinger.

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