Relatório propõe ampla reforma das Nações Unidas

Relatório elaborado por um comitê de alto nível, encomendado depois da divisão da ONU quanto à guerra no Iraque, propõe amplas reformas no organismo internacional, com a expansão do Conselho de Segurança e a definição de regras claras para autorizar ações militares preventivas.O relatório, feito a pedido do secretário-geral Kofi Annan, diz que os perigos enfrentados pelo mundo hoje não podem ser tratados por nenhuma nação sozinha, nem mesmo uma superpotência. O texto de 95 páginas descreve uma nova visão de ação coletiva para atacar ameaças à segurança global e tornar o Conselho de Segurança da ONU mais "proativo". "As ameaças de hoje não reconhecem fronteiras nacionais, são conectadas, e devem ser enfrentadas nos níveis global e regional, além do nacional", diz o comitê. "Nenhum Estado, não importa o quanto seja forte, pode somente por seus esforços tornar-se invulnerável às ameaças de hoje".O ex-primeiro-ministro da Tailândia, Anand Panyarachun, que presidiu o comitê, disse que os membros não chegaram a um acordo sobre a expansão do Conselho de Segurança, hoje com 15 membros - cinco permanentes, dez rotativos - e portanto apresentou duas opções: uma inclui cinco novos membros permanentes, e a outra criaria uma categoria intermediária de oito membros semipermanentes, sendo dois de cada continente.

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