Relatório sobre a Líbia derruba três diplomatas

Houve negligência do Departamento de Estado dos EUA, aponta investigação sobre ataque

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2012 | 02h01

Três funcionários do Departamento de Estado dos EUA deixaram ontem seus cargos, menos de um dia depois que um relatório sobre o ataque ao Consulado dos EUA em Benghazi, em 11 de setembro, apontou erros e falhas de segurança na representação diplomática.

Segundo fontes do governo americano, os exonerados são o secretário-assistente para segurança diplomática, Eric Boswell, a subsecretária-assistente Charlene Lamb, responsável pela segurança das embaixadas, e um terceiro funcionário não identificado do Escritório de Assuntos do Oriente Médio.

O relatório, divulgado na terça-feira, diz que a segurança na missão diplomática dos EUA em Benghazi, na Líbia, era totalmente inadequada para lidar com o atentado que matou o embaixador dos EUA no país, Jay Christopher Stevens, e três outros americanos.

A investigação aponta deficiências de liderança e gestão em dois departamentos, má coordenação entre funcionários e uma "verdadeira confusão" em Washington e em Benghazi sobre quem tinha a responsabilidade e a autoridade para tomar decisões que envolviam questões políticas e de segurança.

Os cinco membros da comissão também concluíram que os serviços de inteligência dos EUA erraram a não emitir nenhum alerta tático específico a respeito do ataque ao consulado. / REUTERS e NYT

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