Relatório sobre segurança aponta risco de armas atômicas

O esforço global para conter ações extremistas teve algum sucesso desde 11 de setembro de 2001, mas a proliferação nuclear continua em alta, afirma estudo do Instituto de Pesquisa Sobre Paz Internacional de Estocolmo, conhecido pelas sigla Sipri. O documento aponta Coréia do Norte, Índia e Paquistão como os principais focos de preocupação com relação às armas atômicas.Um relatório anual do instituto, com sede na capital sueca, também destacou o Irã e seu interesse pela pesquisa nuclear, e alerta que a República Islâmica pode estar mascarando seu desejo de desenvolver armas atômicas. Shannon Kile, um dos autores do relatório, enfatizou que as ações do Irã não são ilegais. "No entanto, o que perturba muitos observadores é o fato de ser possível converter as novas instalações iranianas em fábricas de armas" nucleares, comentou Kile.O instituto também analisou os desdobramentos referentes à Coréia do Norte, que teria, segundo funcionários do governo americano, admitido em outubro passado a existência de um programa nuclear secreto. Em vez de tentar eliminar as ambições nucleares norte-coreanas - que já poderia ter armas atômicas -, os países terão de gerenciar as conseqüências da proliferação, afirma o estudo.O Sipri também alertou sobre o "vício nuclear" da Índia e do Paquistão, países vizinhos que desenvolvem materiais para armas nucleares e começaram a integrar essas armas a seus programas militares. "É provável que a situação se deteriore com futuros deslocamentos nucleares tanto da Índia quanto do Paquistão", suspeita o instituto, lembrando que os dois países já travaram três guerras em pouco mais de cinco décadas.

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