Relatório sul-coreano diz que Pyongyang violou 135 vezes a fronteira marítima

Divulgação se dá após uma histórica cúpula em que líderes das duas Coréias concordaram em formar 'uma zona de paz' na fronteira

EFE

14 de outubro de 2007 | 05h28

Um relatório militar sul-coreano entregue ao Parlamento assegura que a Coréia do Norte violou 135 vezes a disputada fronteira marítima entre ambos os países desde 2001, segundo divulgou neste domingo a agência "Yonhap". O Estado-Maior Conjunto da Coréia do Sul apresentou um relatório à Assembléia Nacional no qual assinala que, em seis anos, os navios-patrulha da Coréia do Norte ultrapassaram os limites entre os países em 65 ocasiões, enquanto os navios de pesca 37 vezes. O documento mostra também que as forças navais da Coréia do Sul responderam a diversas intrusões com disparos de aviso desde 2003. A divulgação deste relatório acontece uma semana depois de realizada em Pyongyang uma histórica cúpula entre os líderes das duas Coréias na qual concordaram, entre outras coisas, em formar "uma zona de paz" na Linha Limite Nortista (NLL). Há poucos dias, o presidente sul-coreano, Roh Moo-hyun, sugeriu que a NLL não é parte da fronteira territorial com a Coréia do Norte, o que lhe provocou fortes críticas da oposição conservadora. "Inicialmente foi a linha vermelha de operações de nossos militares, portanto leva ao engano de dizer que a NLL é uma linha territorial", apontou Roh. A Linha Limite Nortista é a fronteira marítima entre o Norte e o Sul, mas não está claramente delimitada desde que foi estabelecida em 1953, ao término da Guerra da Coréia (1950-53), pelas tropas das Nações Unidas lideradas pelos Estados Unidos. Pyongyang declarou sua nulidade em 1999, após ter exigido uma nova delimitação mais ao sul.

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