Daniel Leal-Olivas / AFP
Daniel Leal-Olivas / AFP

Relembre os principais fatos dos governos Netanyahu

Na disputa pelo quarto mandato consecutivo, primeiro-ministro israelense pode ter o governo mais longo da história

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2019 | 06h00

JERUSALÉM - Atual primeiro-ministro de IsraelBinyamin Netanyahu foi o homem mais jovem a ocupar o cargo, de 1996 a 1999. Dez anos depois, em 2009, foi eleito novamente. Agora, ele busca seu quinto mandato e quarto consecutivo, o que tornaria sua gestão a mais longa da história do país. Seu governo foi marcado por polêmicas, alianças e conflitos sangrentos. 

Retorno ao poder

Em 31 de março de 2009, o líder do partido Likud, Binyamin Netanyahu, que já havia sido chefe de governo entre 1996 e 1999, é eleito novamente primeiro-ministro. Ele substitui Ehud Olmert, acusado de corrupção.

Apesar da participação de ministros trabalhistas, o governo de coalizão é de direita, com a participação do ultranacionalista Avigdor Lieberman, do partido Israel Beiteinou.

Em 2013, Netanyahu reúne em sua nova gestão representantes de partidos de direita e nacionalistas religiosos, como Likud e Lar Judeu. O governo não inclui representantes dos partidos religiosos ultraortodoxos.

Operações em Gaza

Em julho de 2014, Israel lança a operação Limite Protetor contra a Faixa de Gaza, governada pelo movimento islamita palestino Hamas. O objetivo era deter o lançamento de foguetes e destruir os túneis cavados a partir do território palestino. "O Hamas escolheu continuar a lutar e pagará o preço por essa decisão", afirmou na época.

A guerra termina com 2.251 palestinos mortos — a maioria civis — e 74 israelenses, quase todos soldados.

Mais à direita

Em 15 de maio de 2015, Netanyahu toma posse do seu quarto governo que, desta vez, inclui ministros ultraortodoxos. Um ano depois, após um acordo de coalizão com o partido ultranacionalista Israel Beiteinou, Avigdor Lieberman assume o Ministério da Defesa. O país passa a ter o governo mais à direita de sua história.

Em 24 de janeiro de 2017, Israel aprova a construção de 2.500 casas nos assentamentos da Cisjordânia e mais 560 nos assentamentos de Jerusalém Leste. Em 20 de junho, Israel inicia a construção do assentamento de Amichai, a primeira colônia construída a partir do zero desde 1991.

Apoio de Trump

Em 6 de dezembro de 2017, o presidente americano Donald Trump reconheceu Jerusalém como capital de Israel. A decisão provoca a rejeição da comunidade internacional e a ira dos palestinos, que desejam ver Jerusalém Oriental um dia como a capital do Estado que aspiram.

Para o presidente palestino Mahmud Abbas, Washington não pode mais desempenhar o papel de mediador em futuras negociações de paz.

Outra decisão polêmica de Trump foi o reconhecimento em março da soberania israelense sobre a parte das Colinas do Golan ocupada por Israel em 1967 e anexada em 1981.

Confrontos em Gaza

Em 30 de março de 2018, uma "grande marcha de retorno" teve início na Faixa de de Gaza para pedir a volta dos palestinos expulsos de suas terras ou que fugiram no momento da criação de Israel em 1948. Em 14 de maio, a transferência da Embaixada dos Estados Unidos de Tel Aviv para Jerusalém coincidiu com um banho de sangue.

Em novembro de 2018, Avigdor Lieberman reununciou após um acordo de cessar-fogo com os grupos palestinos. Desde março, pelo menos 308 palestinos morreram em operações do Exército israelense.

Corrupção

Em fevereiro de 2019, o procurador-geral de Israel informou a Netanyahu sobre a intenção de acusá-lo de corrupção, fraude e abuso de confiança. Desde então, ele adiou para outubro a data do depoimento de Netanyahu, que pode resultar em uma acusação formal.

Eleições

Em 9 de abril, após eleições legislativas, o Likud e o partido de centro-direita do general Benny Gantz, conquistam 35 cadeiras, cada, das 120 do Parlamento. Em 17 de abril, o presidente Reuven Rivlin solicitou a Netanyahu a formação de um governo.

Mas em 29 de maio, diante de sua incapacidade de construir uma coalizão, o Parlamento aprova a própria dissolução e novas eleições são convocadas para 17 de setembro. O primeiro-ministro preferiu uma nova votação a que o presidente solicitasse a outro político a tarefa de formar uma coalizão. / AFP 

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