Religião e preces são referências cotidianas

A religião permeia o cotidiano dos afegãos e a sexta-feira é o dia em que os homens lotam as mesquitas para suas orações. Em algumas, há lugares separados para as mulheres, mas com a guerra e o aumento dos ataques do Taleban contra civis, a maioria delas acaba rezando mesmo em casa.

Cláudia Trevisan, O Estado de S.Paulo

13 de setembro de 2014 | 02h02

O ritual de cinco orações por dia é visível em Cabul. Nas ruas, praças, lojas e na universidade é possível ver homens ajoelhados em seus tapetes fazendo reverências na direção de Meca.

A Constituição professa obediência à sharia, o código de conduta islâmico, e as cerimônias são precedidas de declamações do Alcorão.

Na quarta-feira, a reportagem do Estado foi a um evento político na casa do candidato à presidência Ashraf Ghani. Seus correligionários homens se reuniram para uma oração coletiva no jardim, onde estenderam seus tapetes lado a lado. Antes de Ghani falar, um líder religioso fez uma prece.

Em alguns dias da semana, a rotina foi interrompida para que o motorista e o intérprete contratado em Cabul pudessem ir a uma mesquita rezar. Quando isso não era possível, eles se revezavam nas orações em um lugar tranquilo.

Muitos homens pintam os olhos às sextas-feiras com um pó negro chamado surma. O motorista, Haji, era um deles ontem. Quando perguntei o significado do gesto, ele me disse que era a repetição de um ritual do profeta Maomé. Além disso, existe a crença de que surma beneficia a visão.

Em Cabul, um dos principais centros de peregrinação das sextas-feiras é a mesquita Pul-e Khishti, no centro antigo da cidade. Só homens rezam no local, ao redor do qual borbulham barracas de rua, na qual se vende de tudo - de inseticida a coelhos.

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WASHINGTON, ENVIADA AO

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