Religiosidade molda fidelidade partidária

A principal característica dos grupos religiosos nas eleições americanas é a fidelidade partidária, criada a partir da plataforma de cada partido, e não a fé do candidato. "É o grau de religiosidade que molda a fidelidade partidária e o voto", explica Thomas Mann, analista do Brookings Institution.

FERNANDA SIMAS, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2012 | 03h07

Pesquisas mostram que a diferença de votos entre democratas e republicanos nas eleições de 2004 e 2008 foi pequena. Na primeira, disputavam George W. Bush (republicano) e John Kerry (democrata); na segunda, John McCain (republicano) e Barack Obama (democrata).

Nas duas eleições, grupos não católicos, como hindus e muçulmanos mantiveram apoio aos democratas. Mesma linha seguiram os protestantes negros. Do outro lado, ortodoxos e mórmons apoiaram os republicanos. Entre os católicos brancos, os praticantes votaram no Partido Republicano, enquanto os não praticantes preferiram os democratas.

Esses votos são explicados, segundo Mann, pelo fato de o Partido Republicano apresentar uma plataforma conservadora, atraindo extratos religiosos, enquanto o Partido Democrata é mais liberal, com políticas sociais voltadas para imigrantes e minorias. No entanto, é possível observar uma mudança, de 2004 para 2008, em favor dos democratas: mais da metade dos católicos deixaram de apoiar os republicanos. Segundo Mann, porém, é preciso levar em conta o colapso da economia na última eleição.

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