Valery Hache/AFP
Valery Hache/AFP

Padre ortodoxo fica gravemente ferido após levar tiros em igreja na França; suspeito é detido

O religioso foi alvejado duas vezes antes de o suposto autor do crime fugir, segundo fonte da polícia local

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2020 | 14h25
Atualizado 31 de outubro de 2020 | 18h01

PARIS - Um padre ortodoxo ficou gravemente ferido após ter sido baleado neste sábado, 31, em uma igreja na cidade de Lyon, na França, segundo uma fonte da polícia local. Um suspeito que corresponde à descrição do autor foi detido, mas as autoridades ainda não confirmam se a pessoa presa é responsável pelo ataque.

Ainda de acordo com a fonte, o padre foi alvejado duas vezes por volta das 16 horas (12h, pelo horário de Brasília), quando estava fechando a igreja, e estava recebendo tratamento no local, sob risco de vida. O suposto autor foi detido às 19 horas.

"Uma pessoa que corresponde com a descrição dada pelas primeiras testemunhas foi presa", disse o promotor Nicolas Jacquet, em nota, afirmando que o indivíduo não estava armado no momento da prisão.

De acordo com os depoimentos, o autor dos tiros, que saiu do local deixando o padre entre a vida e a morte, tinha 1,90 de altura e usava uma longa capa de chuva escura. O jornal local Le Progres informou que a prisão aconteceu em um restaurante turco de fast food no distrito 3.

A Promotoria de Lyon abriu uma investigação por "tentativa homicídio", sem descartar qualquer hipótese sobre o motivo do ataque. Até o momento, a promotoria antiterrorista não entrou na análise do caso.

O incidente ocorre dias após um homem que gritava "Allahu Akbar!" ("Alá é grande", em português) ter matado três pessoas em uma igreja em Nice, nesta quinta-feira, 29, em um ataque que foi classificado pelas autoridades francesas como terrorista. Entre as vítimas de Nice está a brasileira Simone Barreto Silva, de 44 anos, que deixa três filhos. 

Depois do ataque em Nice e em meio a tensões crescentes com países islâmicos, o governo da França elevou para o nível máximo o alerta terrorista, sobretudo em templos religiosos.

Ainda neste mês,  um professor de história francês que utilizou caricaturas de Maomé durante uma aula sobre liberdade de expressão foi decapitado. /Reuters, EFE e AFP

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