Religiosos pedem que Bashir não deixe o Sudão

Um grupo de líderes religiosos islâmicos do Sudão emitiu ontem um decreto (fatwa) recomendando que o presidente sudanês, Omar al-Bashir, não viaje para Doha, no Catar, alegando que ele corre o risco de ser preso.O decreto religioso foi emitido para proteger Bashir, acusado pelo Tribunal Penal Internacional, em Haia, de crimes de guerra e contra a humanidade cometidos durante o conflito em Darfur (oeste), que desde 2003 deixou 300 mil mortos. Apesar da ordem de prisão, Bashir decidiu assistir tanto à cúpula da Liga Árabe, que ocorrerá no dia 30 em Doha, quanto à reunião de líderes árabes e latino-americanos.Em entrevista ao Estado na semana passada, o chanceler do Sudão, Elsamani Elwasila Elsamani, afirmou que seu governo tinha a intenção de pedir durante a cúpula o apoio dos países sul-americanos, e em especial do Brasil, ao presidente Bashir. O Brasil não se pronunciou sobre o indiciamento de Bashir, apesar de fazer parte do TPI, e o pedido causaria um grande constrangimento ao País.

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