EFE
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Ministros de partido governista renunciam e deflagram crise política na Itália

Premiê Giuseppe Conte perde apoio de partido pequeno mas decisivo para manter maioria no Parlamento

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de janeiro de 2021 | 16h28
Atualizado 13 de janeiro de 2021 | 16h59

ROMA - O líder do partido Italia Viva, Matteo Renzi, anunciou nesta quarta-feira, 13, a renúncia de todos os ministros da legenda que compõem o gabinete do premiê Giuseppe Conte, incluindo a ministra da Agricultura, Teresa Bellanova, e a titular da Igualdade, Elena Bonetti. A saída coloca em crise o governo italiano, que perde apoio do partido pequeno, mas decisivo para manter a maioria no Parlamento. 

A renúncia foi anunciada durante entrevista coletiva por Renzi, que há algumas semanas lança ataques, vetos, e ultimatos internos a Conte, que lidera uma coalizão entre os antissistema do Movimento 5 Estrelas (M5E), o Partido Democrático de centro-esquerda (PD) e o esquerdista Livres e Iguais (LeU).

A crise do governo deixa a Itália sem leme em meio a uma pandemia que até agora matou mais de 80 mil pessoas e mergulhou a economia na pior recessão do pós-guerra.

Renzi criticou Conte por sua gestão da pandemia, tachada de solitária, assim como o plano de reconstrução do país para o gasto de recursos concedidos pela União Europeia, adotado na véspera e que as ministras se abstiveram de aprovar.

"Não permitiremos que ninguém na Itália tenha plenos poderes. Isto significa que governar com decretos-lei, que por sua vez se transformam em outros decretos-leis (...), como ocorre há meses, é uma violação das regras do jogo. Exigimos respeito às regras democráticas", afirmou Renzi.

"Mas não temos preconceitos nem propomos outras fórmulas" de governo, acrescentou Renzi, uma mensagem indireta para indicar que é a favor de um novo gabinete chefiado por Conte, após descartar qualquer aliança com a ultradireita de Matteo Salvini. /AFP

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