Amr Nabil/Arquivo/AP
Amr Nabil/Arquivo/AP

Renúncia do governo egípcio abre caminho para candidatura de Sisi

Marechal precisava deixar o cargo de ministro da Defesa para disputar a presidência do país

O Estado de S. Paulo,

24 Fevereiro 2014 | 13h09

CAIRO - O primeiro-ministro egípcio, Hazem el Beblawi, anunciou nesta segunda-feira, 24, a renúncia do seu gabinete, abrindo caminho para que o marechal Abdel Fattah al-Sisi - que também entregou seu cargo de ministro da Defesa - oficialize sua candidatura presidencial.

Segundo o primeiro-ministro, em discurso transmitido ao vivo em rede nacional, seu gabinete "fez todos os esforços para tirar o Egito do túnel apertado em termos de segurança, pressões econômicas e confusão política."

Beblawi não citou uma razão clara para sua decisão de renunciar. Mas, para que Sisi dispute a Presidência, ele precisaria deixar o cargo de ministro. Uma fonte do governo disse que a renúncia coletiva ocorreu porque Sisi não queria transmitir a impressão de que estava agindo sozinho.

O Egito deve realizar eleições presidenciais dentro de poucos meses, cumprindo o "mapa" definido por militares depois da derrubada do presidente islâmico Mohamed Morsi, em julho. O presidente Adly Mansur recebeu o comunicado de renúncia do governo e deve apontar um nome para formar um gabinete provisório até a realização da eleição.

A derrubada de Morsi desencadeou a mais sangrenta crise política na história moderna do Egito. Nos últimos meses, as forças de segurança mataram centenas de seguidores da Irmandade Muçulmana, prenderam milhares e levaram seus líderes a julgamento.

A Irmandade acusa Sisi de ter comandado um golpe e grupos de direitos humanos dizem que os abusos sob seu comando crescem a cada dia - acusações que o governo provisório instituído pelos militares nega./ REUTERS

 
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