Renuncia o presidente da Suprema Corte argentina

O presidente da Suprema Corte argentina, Julio Nazareno, renunciou nesta sexta-feira ao ver-se sem nenhum apoio visível e para evitar uma destituição que parecia certa. O episódio foi interpretado como um novo triunfo para o chefe do Executivo, Néstor Kirchner, e outra derrota para Carlos Menem.A demissão de Nazareno foi anunciada para a imprensa por seu advogado de defesa, Gregódio Badeni, em momentos em que o alto magistrado estava ameaçado por uma investigação parlamentar que se encaminhava para determinar sua remoção do cargo. Dias atrás, Kirchner já havia pedido seu afastamento.O ministro da Justiça, Gustavo Beliz, reagiu de imediato ao anúncio da renúncia de Nazareno, dizendo que a iniciativa era um passo ?para que a Justiça na Argentina seja digna, honesta, confiável e esteja a serviço do país?.Nazareno, aliado político do ex-presidente Menem, se distancia do poder em meio a duros questionamentos do governo de Kirchner sobre a forma pela qual exerceu sua função e no momento em que a Câmara de Deputados avança no processo de julgamento político do magistrado.O juiz demissionário está sendo acusado de mau desempenho de suas funções por favorecer uma empresa num contrato com o Estado, anular uma sentença contra uma empresa automotriz por contrabando de veículos - cujo acionista principal era um empresário ligado ao governo da época - e por polêmicas declarações e suposto pré-julgamento, entre outras acusações.

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