Repórter da Al-Jazeera reaparece depois de deixar Cabul

O correspondente em Cabul da rede de televisão a cabo árabe Al-Jazeera, Rasir Alouni, foi atacado enquanto saía da cidade durante a retirada das tropas do Taleban, informou a emissora em um comunicado distribuído em Dubai. Alouni, que estava desaparecido há 24 horas, afirmou, durante uma entrevista telefônica à Al-Jazeera, que ele e o resto da equipe do escritório de Cabul fugiram da cidade logo depois da meia-noite de ontem. Ele disse que, durante o trajeto, testemunhou cenas que não poderia descrever a ninguém. Segundo o correspondente, ele e a equipe foram atacados e perderam seu equipamento televisivo por algum tempo, mas foram salvos por residentes locais que conseguiram recuperar os objetos de trabalho. Alouni não soube informar quem foram os agressores. A cidade foi tomada pelo caos depois que as forças do Taleban a abandonaram fugindo dos ataques da Aliança do Norte. A oposição, apoiada pelos Estados Unidos, consolidou a tomada de Cabul no final da tarde de ontem. Alouni disse durante a entrevista que ele e sua equipe estão a salvos agora, "mas em profundo choque psicológico". Ele afirmou que estava falando da cidade de Gardeyz, na província leste de Paktia. Segundo o correspondente, as forças do Taleban haviam acabado de abandonar a área. A entrevista, concedida por volta das 7h45 (GMT) de hoje via telefone por satélite, foi o primeiro contato de Alouni com a rede de TV, que tem base em Doha, Catar, desde que ele e sua equipe deixaram Cabul. O jornalista não informou o motivo da demora. Alouni e os outros funcionários da Al-Jazeera deixaram o escritório de Cabul minutos antes de o local ter sido bombardeado por aviões americanos. Depois da parada em Gardeyz, Alouni deveria se dirigir à fronteira com o Paquistão. Segundo o diretor da Al-Jazeera, Mohammed Jassim al-Ali, Alouni, que é sírio de nascimento e possui cidadania espanhola, deixará o Afeganistão para receber tratamento médico. Em Washington, o porta-voz do Comando Central dos EUA, coronel Rick Thomas, afirmou que as forças americanas bombardearam posições da rede Al-Qaeda e que não sabiam que a Al-Jazeera estava instalada no local. "O prédio é sabidamente um local pertencente à Al-Qaeda", afirmou Thomas. "Nós havíamos localizado dois locais em Cabul onde a Al-Jazeera funcionava e este (o que foi atingido) não estava entre eles", disse. Leia o especial

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