Repórter do ''Guardian'' é libertado em Trípoli

O jornalista iraquiano Ghaith Abdul-Ahad, de 35 anos, preso há 15 dias em Sabrata, na Líbia, em companhia da reportagem do Estado, foi libertado na tarde de ontem pelo regime de Muamar Kadafi. A informação foi confirmada pelo diário britânico The Guardian, do qual o repórter é correspondente em Beirute. Em contrapartida, uma equipe de quatro profissionais do jornal The New York Times está desaparecida, segundo informou o diário americano ontem.

Andrei Netto, O Estado de S.Paulo

17 de março de 2011 | 00h00

A liberação de Abdul-Ahad foi informada ao Estado por volta das 14 horas, horário de Brasília, pelo editor adjunto do jornal britânico, Ian Katz. "Ghaith foi libertado e acaba de chegar ao aeroporto de Istambul, na Turquia, onde vai passar alguns dias", informou o editor.

Minutos depois, Peter Beaumont, um dos enviados especiais do Guardian à Líbia, comunicou o público da notícia. "Ghaith Abdul-Ahad foi libertado. Ele está seguro e ileso depois de sua segunda semana de calvário na prisão na Líbia. Magro, mas de bom humor", afirmou Beaumont em seu Twitter.

Abdul-Ahad havia sido preso por volta das 23 horas do dia 2 no centro da cidade de Sabrata, a 80km de Trípoli. Desde o dia 24 de fevereiro, ele estava em companhia da reportagem do Estado, com a qual trabalhava em conjunto na região oeste da Líbia, então a mais conflagrada do conflito armado que paralisa a Líbia. No momento de sua prisão, Abdul-Ahad não reagiu aos milicianos, aos policiais, agentes do serviço secreto e aos militares, que acabaram detendo os jornalistas em uma unidade das Forças Armadas na periferia leste de Trípoli.

Como o repórter do Estado, o iraquiano estava incomunicável, sem poder contar com o suporte diplomático. Notícias a respeito da prisão só vieram à tona no dia 10, quando a Embaixada do Brasil em Trípoli interveio, negociando com o Ministério das Relações Exteriores da Líbia a libertação do jornalista brasileiro.

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