Repórter do Washington Post pode ser condenado por espionagem no Irã

Repórter do Washington Posto no Irã, Jason Rezaian enfrenta quatro acusações na Justiça, incluindo espionagem, afirmou a advogada dele ao jornal. A advogada, Leila Ahsan, disse ao Post que Rezaian também enfrenta acusações de "realizar propaganda contra o establishment", "colaborar com governos hostis" e "coletar informação sobre política interna e exterior e fornecê-la a indivíduos com intenções criminosas".

Estadão Conteúdo

20 de abril de 2015 | 15h05

O editor-executivo do Post, Martin Baron, disse em comunicado que o encontro da advogada com Rezaian durou 90 minutos e foi realizado na presença de um tradutor oficial. Baron disse que o jornalista pode pegar de 10 a 20 anos de prisão.

O editor afirmou que é "absurda" a acusação do Judiciário iraniano de que o trabalho de Rezaian como freelance e posteriormente como correspondente do Post em Teerã seja considerado espionagem ou represente qualquer ameaça à segurança nacional iraniana.

Rezaian, de 39 anos, foi detido em 22 de julho de 2014, junto com sua mulher iraniana, Yeganeh Salehi, que é repórter no jornal The National, em Abu Dabi, e outros dois jornalistas que não tiveram seus nomes divulgados. Todos exceto Rezaian já foram liberados.

Uma porta-voz do Departamento de Estado americano, Marie Harf, disse hoje que, caso as notícias sejam verdadeiras, as acusações são "absurdas" e devem ser retiradas imediatamente.

O caso acontece no momento em que o Irã negocia com potências internacionais um acordo sobre seu programa nuclear. Fonte: Associated Press.

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