Repórter é violentada na Praça Tahrir

WASHINGTON

, O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2011 | 00h00

Lara Logan, repórter do prestigioso programa jornalístico 60 Minutes, da rede americana de TV CBS, foi sexualmente abusada e espancada por uma multidão na Praça Tahrir na sexta-feira. O ataque contra a jornalista - que ainda se recupera em um hospital nos EUA - ocorreu no dia em que o epicentro dos protestos no Cairo celebrava a renúncia oficial do presidente Hosni Mubarak.

A foto acima foi registrada momentos antes da agressão contra Lara. Ao entrar na praça, a jornalista foi "cercada por uma multidão de mais de 200 pessoas em completo frenesi", separada de sua equipe e, então, "atacada sexualmente de forma brutal e sistemática", segundo explicou a CBS por meio de nota. Um grupo de mulheres socorreu a repórter até a intervenção de militares.

Ferida, a repórter conseguiu retornar ao seu hotel e, na manhã seguinte, foi colocada no primeiro voo do Cairo para os EUA. Segundo a CBS, Lara está no hospital acompanhada de sua família e não fará declarações.

Nascida na África do Sul, a correspondente de guerra de 39 anos havia sido detida pela polícia egípcia na semana anterior do ataque e acabou deportada do Cairo. Mas ela decidiu retornar ao Egito quando cresceram os rumores de que Mubarak estava prestes a apresentar sua renúncia. Jornalista renomada nos EUA, ela cobriu as guerras do Afeganistão e Iraque. / AP

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