Repórteres sem Fronteiras contabiliza cem jornalistas mortos no Iraque

Nesta quarta-feira a organização Repórteres sem Fronteiras expressou seu "espanto" diante do "terrível balanço" de mortes de profissionais da informação durante os três anos e cinco meses da guerra no Iraque.O correspondente da televisão iraniana Al Alam, Adel Naji Al Mansouri, foi o centésimo jornalista vítima do que é considerado "o mais violento conflito para a imprensa desde a Segunda Guerra Mundial", segundo apontou o comunicado da RSF.Al Mansouri, de 20 anos, foi encontrado morto um dia depois de seu seqüestro, em frente a sua casa em Bagdá. O jornalista já tinha recebido ameaças de morte "aparentemente vinculadas ao seu trabalho", segundo a organização de defesa da liberdade de imprensa.A organização apontou ainda que é "intolerável que nada seja feito para esclarecer os assassinatos" e que "não se tenha tomado medidas para assegurar a proteção dos profissionais da comunicação no país". O comunicado desta quarta-feira também serviu como condenação à agressão contra o jornalista da cadeia de televisão Al Hurra, Ali Al Yassi, que ontem foi "violentamente golpeado por policias", em Bagdá.Além disso, a RSF busca informações sobre as mortes de outros dois jornalistas, cujos corpos foram achados nesta terça-feira, para determinar se as mortes estão vinculadas ao exercício da profissão.

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