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Repórteres Sem Fronteiras pede abertura midiática em Cuba

Organização afirma que com a retomada das relações diplomáticas com os EUA, Havana precisa melhorar relação com a imprensa

O Estado de S. Paulo

18 de dezembro de 2014 | 16h44


PARIS - A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) afirmou nesta quinta-feira, 18, que a partir da retomada de relações diplomáticas entre Cuba e EUA, Havana deve melhorar a relação com a imprensa.

"Com a abertura diplomática, é o momento de Cuba retomar as relações com os jornalistas independentes. Para começar, colocando em liberdade imediatamente os dois jornalistas e o blogueiro que foram presos de maneira ilegal", afirmou a RSF em um comunicado.

A organização, defensora da liberdade de imprensa, afirma que a abertura "passa também pelo fim das intimidações e ameaças e permissão aos atores da informação para exercer seus trabalhos livremente e sem pressão". "Mais do que nunca é o momento de os cubanos poderem ter uma informação plural, independente e diversa", disse a RSF.

Cuba está em último lugar entre os países da América na classificação mundial de liberdade de imprensa da organização. De 180 países, Cuba aparece em 170.º lugar.

Para a RSF, a abertura midiática é um "grande desafio para Cuba, onde a situação da liberdade da informação ainda é muito problemática". Segundo a organização, Havana monopoliza a informação, não tolera a existência da imprensa independente, com exceção de algumas revistas católicas, e controla a cobertura de correspondentes estrangeiros.

O acesso à internet, de acordo com a RSF, continua sendo "muito restrito em razão do alto custo" e do controle das autoridades. /EFE

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