Represas podem ceder e causar mais enchentes no Haiti

Três aldeias do sul do Haiti estão sob risco de novas enchentes se ocorrerem mais chuvas na região, alertaram agentes humanitários hoje. Enquanto isso, o número de mortos na enchentes da última semana subia para mais de 1.400 no Haiti e na vizinha República Dominicana. Segundo autoridades locais, outras 1.500 pessoas estariam desaparecidas apenas no sul haitiano. Autoridades encontraram 350 corpos na cidade de Bodarie, informou a defesa civil haitiana. Enquanto isso, uma equipe do Comitê Internacional da Cruz Vermelha retornou no fim da noite de ontem de uma viagem na qual avaliou a destruição e informou ter visto represas perto de três aldeias que poderiam ceder se houvesse mais chuvas, disse Bernard Barrette, um porta-voz da entidade. O grupo visitou uma das aldeias, Bawa, e em um povoado de aproximadamente 500 habitantes, dos quais pelo menos 65 tinham morrido ou estavam soterrados, comentou Barrette. Ele disse que a equipe sobrevoou diversos vilarejos em torno de Mapou e espera voltar para visitar outras áreas duramente atingidas. A Cruz Vermelha estima em cerca de 1.500 o número de desaparecidos. Na vizinha República Dominicana, soldados sepultaram corpos em uma ilhota circundada por crocodilos no sábado. Enquanto isso, médicos alertavam para a possibilidade de disseminação de doenças por causa das condições das valas comuns onde foram enterradas muitas vítimas. Autoridades locais e agências humanitárias enviaram ajuda para aplacar "um dos piores desastres naturais da história do Caribe" disse o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, César Gaviria. Previsões de mais chuvas não se confirmaram no sábado, mas um terremoto de média magnitude atingiu parte da área de desastre na região centro-sul da Ilha Hispaniola, dividida por Haiti e República Dominicana. Não há informações sobre feridos ou danos causados pelo tremor.

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