Representante da E-Vote não comparece a tribunal de Quito

O brasileiro Santiago Murray, representanteda E-Vote no Equador, empresa contratada para a apuração rápida devotos nas eleições equatorianas, não foi depor nesta terça-feira em um tribunalde Quito sobre seu suposto envolvimento com integrantes de umamissão internacional de observadores. Movimentos sociais acusaram Murray de ter ligações com o chefe damissão de observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA),o ex-chanceler argentino Rafael Bielsa, por isso este também foichamado a depor na semana passada, mas também não compareceu. No Tribunal Civil, onde Murray deveria depor nesta terça-feira, informaram queo brasileiro enviou apenas um documento, que não teve o conteúdoRevelado. Segundo as organizações sociais denunciantes, o suposto vínculoentre Bielsa e Murray poderia ter sido causa de algumas"irregularidades" no processo eleitoral de 15 de outubro. Bielsa foi convocado pelo juiz Iván Cevallos, da província dePichincha, onde fica Quito, mas não compareceu e enviou uma cartaatravés do embaixador da OEA no Equador, Hugo Saguier Caballero.Caballero dissera então que, apesar de Bielsa "ter imunidade,está disposto a responder às inquietações existentes sobre oprocesso eleitoral". O embaixador disse que Bielsa saiu do país em 19 de outubro e voltará "quandofor convocado para o segundo turno", previsto para 26 de novembro. Cevallos disse que a citação feita a Bielsa "é uma diligênciapreparatória para um processo posterior, e não um julgamento". Vários grupos sociais e o movimento Aliança País, que apóia oesquerdista Rafael Correa como candidato presidencial, acusaramBielsa de parcialidade, e pediram sua saída antes do segundo turno. O fracasso da E-Vote na apuração rápida de votos, que devia terdivulgado em poucas horas os resultados do primeiro turno daspresidenciais e das legislativas, causou uma grave desconfiança noprocesso eleitoral, e ainda hoje não se sabe a composição doCongresso.

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