Representante da E-vote sai da prisão e vai para hospital

Santiago Murray, representante no Equador da empresa brasileira E-vote, foi levado de ambulância para o Hospital Metropolitano de Quito devido a uma taquicardia. Murray, que é argentino, tinha sido detido na manhã de terça-feira por ordem do juiz Jaime Santos, que emitiu uma ordem de prisão por 24 horas. A E-Vote foi responsabilizada pelo fracasso da apuração rápida de votos das eleições gerais de 15 de outubro. Segundo o advogado Rubén Aguirre, a detenção de Murray se deve à falta de registros policiais de entrada no Equador do representante legal da E-vote, Paulo Nakaya, que supostamente assinou em Quito o contrato para a apuração rápida de votos com o presidente do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), Xavier Cazar. Aguirre disse que provará que Murray não tem "absolutamente nada a ver com a confusão". O TSE e a E-vote assinaram um contrato de US$ 5,2 milhões para a apuração rápida de votos. O órgão pagou a metade em troca de garantias num banco brasileiro. Agora, tenta cobrar a devolução do adiantamento, devido ao fracasso da operação e à rescisão do acordo. Comprovado o fracasso da E-vote na apuração rápida, Murray surgiu como principal responsável pela companhia no Equador. Mas ele afirmou que era apenas o porta-voz da empresa brasileira. Dirigentes de grupos políticos e sociais do Equador acusaram Murray de ter vínculos com o chefe da missão de observadores eleitorais no Equador da Organização dos Estados Americanos (OEA), o ex-chanceler argentino Rafael Bielsa, que também foi convocado a depor na semana passada, e não compareceu. Segundo os denunciantes, o suposto vínculo entre Bielsa e Murray poderia ter sido a causa de algumas "irregularidades" no processo eleitoral de 15 de outubro.

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