Representante da ONU para Infância vai à Síria

A representante especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para Infância e Conflitos Armados, Leila Zerrougui, chegou à Síria nesta segunda-feira para discutir o crescente número de crianças mortas no conflito no país.

Agência Estado

15 de julho de 2013 | 11h34

Seis crianças estavam entre as 29 pessoas mortas num bombardeio do Exército contra cinco vilas no noroeste sírio, quando moradores locais se preparavam para quebrar o jejum diurno observado pelos muçulmanos durante o mês sagrado do Ramadã

Na medida em que os esforços internacionais para a realização de uma conferência de paz têm fracassado, forças do regime vêm lançando ataques contra rebeldes no noroeste, no centro e nas proximidades da capital.

Zerrougui vai passar três dias na Síria, informou a ONU, período em que deve se reunir com autoridades do governo, representantes da ONU e de organizações não-governamentais. Durante a viagem ela também irá à vizinha Jordânia, ao Iraque, Líbano e Turquia, os países que mais vem recebendo as centenas de milhares de refugiados sírios que deixaram seu país de origem.

Segundo o grupo ativista Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, mais de 100 mil pessoas foram mortas desde o início do levante contra o governo de Bashar Assad, em março de 2011, das quais mais de 5 mil eram crianças com menos de 16 anos.

Imagens dos bombardeios aéreos de domingo na província noroeste de Idlib mostram cenas de morte e destruição. Na vila de Maghara, onde 13 pessoas morreram, sobreviventes gritavam quando a câmera mostrava escombros. Ativistas postaram um vídeo na internet que mostra moradores tentando retirar pessoas presas em meio ao entulho e enchendo baldes com água para apagar focos de incêndio.

O Observatório, que é sediado em Londres, também relatou a morte de pelo menos 13 pessoas - 10 policiais e três civis - numa província de Damasco na noite de domingo, quando um carro-bomba explodiu do lado de fora de uma delegacia na cidade de Deir Attiya. Segundo a organização, pelo menos 129 pessoas foram mortas durante os episódios de violência de domingo. Fonte: Dow Jones Newswires

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