Representante de Faluja é preso; sunitas ameaçam jihad

Enquanto prosseguem os bombardeios contra a cidade rebelde de Faluja, no Iraque, tropas dos EUA prenderam o clérigo sunita Khaled al-Jumali, chefe da delegação de representantes de Faluja que negociava uma trégua com o governo interino iraquiano, o chefe da polícia local e dois de seus agentes, disseram autoridades da cidade. Porta-vozes das forças dos EUA não confirmaram a prisão. Al-Jumali rompeu o diálogo com o primeiro-ministro Ayad Allawi, depois de o premier emitir um ultimato exigindo a entrega do extremista jordaniano Abu Musab al-Zarqawi, que estaria escondido na cidade. Num comunicado lido hoje em mesquitas sunitas em todo o Iraque, clérigos de Faluja ameaçaram liderar uma campanha de desobediência em todo o país, caso os americanos tentem invadir a cidade. E acrescentaram que se a desobediência civil não for suficiente para parar as tropas, eles vão convocar uma jihad, ou guerra santa. No comunicado também é dito que Zarqawi não está na cidade, e que a acusação de que o líder terrorista estaria em Faluja "é uma mentira, como as armas de destruição em massa". Faluja tem cerca 300 mil habitantes, é majoritariamente sunita e desde a derrubada do presidente Saddam Hussein resiste fortemente às forças de ocupação e ao governo interino. As tropas americanas intensificaram sua ofensiva para retomar o controle de Faluja dos rebeldes depois que o grupo de Zarqawi desfechou dois atentados suicidas, na quinta-feira, na Zona Verde em Bagdá, matando dez pessoas.

Agencia Estado,

15 Outubro 2004 | 17h39

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