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Representantes do FMI e da ONU estão entre mortos de ataque taleban em Cabul

Grupo diz que ação foi resposta a ataques estrangeiros na província de Parwan

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18 de janeiro de 2014 | 08h44

CABUL - O representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) no Afeganistão, o libanês Wabel Abdullah, está entre as 21 vítimas mortas do ataque suicida feito nessa sexta-feira contra um restaurante em Cabul, informou a agência local "AIP".

Pelo menos 13 das vítimas mortas eram estrangeiras, segundo a fonte, que informou que entre elas há canadenses, russos e britânicos, assim como alguns representantes da ONU, cuja nacionalidade não foi especificada.

O cenário do ataque foi um famoso restaurante de comida libanesa situado na área onde se concentra a maioria de embaixadas e representações de organismos internacionais, e que é frequentado por expatriados durante o fim de semana.

Segundo relatou à Agência Efe o chefe da polícia de Cabul, Mohammed Zahir, três terroristas participaram do atentado, mas apenas um detonou sua carga explosiva depois que os outros dois foram abatidos pelas forças de segurança no interior do local.

Um porta-voz taleban, Zabihullah Mujahid, reivindicou neste sábado a autoria do ataque em nome do movimento insurgente. Em entrevista à AIP, Mujahid elevou para 29 o número de "altos funcionários estrangeiros" que morreram no atentado. Os talebans costumam exagerar o número de vítimas de seus ataques.

Em comunicado posterior enviado à Agência Efe, o movimento insurgente explicou que "o ataque foi uma vingança pelos ataques estrangeiros na província de Parwan, onde há dois dias arrasaram dez casas e mataram mulheres e crianças indefesas".

Segundo as autoridades de Cabul, pelo menos oito civis morreram na operação de Parwan, liderada pelas tropas afegãs, mas na qual participaram unidades das forças da Aliança Atlântica. A missão militar da Otan no Afeganistão emitiu um comunicado no que condena em duros termos o ataque da noite dessa sexta-feira.

"Quero expressar minha simpatia às vítimas e suas famílias pelo brutal atentado contra o restaurante", assinala no texto o chefe da Isaf, o general dos EUA Joseph F. Dunford, que denunciou que "os talebans mostraram mais uma vez desprezo pela vida".

Este é o último ano com presença de tropas da Otan no país, de acordo com um calendário de retirada gradual que terminará no próximo dezembro, quando as forças locais assumirão a segurança em todo o território afegão. O processo não freou a atividade insurgente nem a espiral de violência no país asiático.

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