Repressão a manifestantes leva mais 236 para a prisão na Malásia

Pelo menos 150 ativistas do Bersih já haviam sido detidos nas últimas semanas; destes, 30 permanecem presos e 91 foram expulsos de Kuala Lumpur.

Efe,

09 de julho de 2011 | 02h52

BANGCOC - Pelo menos 236 pessoas foram detidas neste sábado, 9, por supostamente se dirigir a uma manifestação em Kuala Lumpur convocada por um grupo de ONGs para exigir eleições justas no país.

 

O centro da capital Malásia está isolado desde a noite de sexta-feira, 8, com centenas de policiais armados e munidos de material antidistúrbio. Caminhões com canhões de água também estão postados nas principais avenidas e praças.

 

O movimento Bersih 2.0, organizador da mobilização, indicou que seguirá adiante com os planos de realizar a manifestação no estado de Merdeka ("Liberdade" em malaio), apesar da proibição das autoridades.

 

"Não há razão alguma para proibir a manifestação. Nos concentraremos no estádio Merdeka. Não somos um grupo violento de forma alguma", indicou Andrew Khoo, membro do comitê do Bersih ("Limpo" em malaio).

 

Khoo espera reunir cerca de 100 mil pessoas, mas a polícia isolou a cidade e detém todos os que vestem camisetas amarelas, a cor do Bersih. Na Malásia, as manifestações são ilegais se não contarem com a permissão das autoridades, o que raramente ocorre, sobretudo se o protesto for contra o governo.

 

Nas últimas semanas, a polícia deteve 150 ativistas do Bersih, dos quais 30 permanecem presos e 91 foram expulsos de Kuala Lumpur. O sultão de Selangor, Sharafuddin Idris Shah, advertiu à população do perigo de participar da convocação, porque "este tipo de demonstração só acarreta problemas à população, altera a harmonia, ameaça a paz e arruína o bom nome do país".

 

A Malásia é governada pela mesma aliança de partidos desde a independência, em 1965, e o primeiro-ministro sempre foi da Organização Nacional para a Unidade Malaia (UNMO).

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