Repressão a protesto deixa jovem morto no Bahrein

Forças de segurança entraram em choque com manifestantes no Bahrein nesta quarta-feira e um adolescente de 14 anos foi morto após ter sido atingido por uma bomba de gás lacrimogêneo disparada pela polícia, disseram ativistas dos direitos humanos. Os ativistas culpam a polícia pela morte de Ali Jawad Ahmad, que estava em meio aos manifestantes que protestavam no terminal petrolífero de Sitra.

AE, Agência Estado

31 de agosto de 2011 | 16h44

A Sociedade dos Jovens Bareinitas pelos Direitos Humanos confirmou que o adolescente de 14 anos foi morto, mas não deu mais detalhes sobre a causa da morte.

Um comunicado do Ministério do Interior do Bahrein afirmou que a polícia não reprimiu nenhum protesto em Sitra na hora em que o jovem foi morto. O comunicado acrescenta que foi aberta uma investigação sobre a morte do jovem e ofereceu uma recompensa de 10 mil dinares (US$ 26 mil) para quem trouxer informações sobre os possíveis assassinos.

Isa Hassan, tio do rapaz morto, culpou a brutalidade da repressão da polícia bareinita, quando os policiais foram confrontados pelos manifestantes após as preces da manhã. Hassan disse que a bomba de gás lacrimogêneo foi disparada a uma distância de apenas 7 metros da multidão. "A polícia usou a bomba não para dispersar a multidão, mas como uma arma para machucar de verdade", disse.

Mais de 30 pessoas foram mortas no Bahrein desde que começaram os protestos contra a monarquia da família Al Khalifa, em fevereiro deste ano. Pequeno país árabe do Golfo Pérsico, o Bahrein é governado por uma dinastia muçulmana sunita, enquanto a maioria da população é xiita. Os xiitas dizem que são discriminados e reclamam que os empregos no serviço público e nas Forças Armadas não estão ao seu alcance.

As informações são da Associated Press.

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