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Repressão a protesto mata ao menos 51 no Egito

Manifestantes exigem a queda da cúpula militar que tomou o poder em um golpe de Estado contra o presidente Mohamed Morsi, em julho

06 de outubro de 2013 | 17h42

Atualizado às 20h20.

CAIRO - Novos confrontos entre as Forças Armadas do Egito e apoiadores da Irmandade Muçulmana deixaram pelo menos 51 mortos no país neste domingo, 6, segundo divulgou o Ministério da Saúde. Ainda de acordo com fontes oficiais, o número de feridos era de 246.

A maioria dos casos aconteceu no Cairo, onde 30 pessoas morreram na repressão aos protestos que exigem a queda da cúpula militar que tomou o poder em um golpe de Estado contra o presidente Mohamed Morsi, ligado à Irmandade, em julho. Pelo menos 420 partidários de Morsi foram detidos em todo país.

Autoridades egípcias alertaram no sábado que qualquer um que protestasse contra as Forças Armadas poderia ser visto como um agente de forças estrangeiras.

A Irmandade vem fazendo seguidos protestos contra as Forças Armadas desde a derrubada de Morsi do poder.

Os enfrentamentos deste domingo ocorreram em meio ao feriado nacional que celebra o aniversário de 40 anos do início da guerra civil contra Israel, quando as forças egípcias cruzaram o Canal de Suez em 1973.

A TV estatal mostrou imagens ao vivo da Praça Tahrir, no Cairo, e na cidade de Alexandria de multidões carregando fotos do chefe militar, general Abdel Sisi, e bandeiras do país.

Segundo testemunhas, forças de segurança dispersaram manifestantes pró-Irmandade em Alexandria com gás lacrimogêneo.

Islam Tawfik, um membro da Irmandade e jornalista, disse mais cedo que apoiadores do grupo, que tem diversos integrantes presos desde a derrubada de Morsi, estavam determinados a chegar à praça Tahrir.

No dia 14 de agosto, autoridades egípcias atacaram dois acampamentos pró-Morsi no Cairo, deixando centenas de mortos, para depois declarar Estado de emergência e impor um toque de recolher.

Os militares reforçaram a segurança no país após confrontos terem deixado ao menos quatro mortos na sexta-feira, quando partidários de Morsi realizavam os protestos mais intensos desde que seus acampamentos foram arrasados. / AP e Reuters

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