Repressão a protestos deixa ao menos nove mortos na Síria

Manifestações pró-democracia ocorrem em Homs, perto de Damasco, Banias e Deera

Agência Estado

20 de maio de 2011 | 11h00

NICÓSIA - Forças de segurança da Síria mataram a tiros nove pessoas, incluindo uma criança, na cidade de Homs, no centro do país, e em um subúrbio de Damasco e em Deraa, no sul, segundo disseram ativistas e testemunhas nesta sexta-feira, 20. As mortes ocorreram durante a repressão a protestos por democracia no país.

 

Veja também:

blog GUSTAVO CHACRA: Levantes não seguem linha sectária

especialInfográfico:  A revolta que abalou o Oriente Médio

mais imagens Galeria de fotos: Veja imagens dos protestos na região

 

 

Os nove mortos foram confirmados por um dos Comitês Locais de Coordenação na Síria, que ajudam a organizar os protestos. O grupo afirma que sete das mortes ocorreram em Homs, uma em um subúrbio de Damasco e a outra em Sanamein. Não há como confirmar os relatos das testemunhas de modo independente, pois a Síria expulsou a imprensa estrangeira e proíbe os repórteres locais de acompanhar os protestos.

 

 

As manifestações também ocorreram em outras regiões, inclusive na cidade costeira de Banias. Segundo uma testemunha, forças de segurança dispararam para dispersar a multidão nesta cidade. Testemunhas informaram sobre protestos nesta sexta-feira em Homs e também em Hama, no centro do país, bem como em Banias e Latakia, cidades portuárias do Mediterrâneo.

 

As forças do presidente sírio, Bashar al-Assad, lançaram uma dura repressão à oposição, porém os protestos continuam, pedindo o fim do regime autoritário. Grupos pelos direitos humanos afirmam que mais de 850 pessoas morreram em confrontos no país.

 

A Síria está sob grande pressão da comunidade internacional para encerrar a repressão contra as manifestações. Os EUA aprovaram nesta semana uma série de sanções contra Assad e outros membros do governo. Na quinta, o presidente americano, Barack Obama, disse que Assad deve promover reformas democráticas em seu país ou "sair do caminho". Damasco considerou o discurso como incitação à violência. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.