Repressão a protestos deixa ao menos seis mortos na Síria

Manifestações em Damasco foram as maiores na cidades desde o início do levante contra Assad

Agência Estado

13 de maio de 2011 | 17h23

BEIRUTE - Forças de segurança da Síria abriram fogo contra milhares de manifestantes nesta sexta-feira, 13, matando pelo menos seis pessoas em Homs, Damasco e em um vilarejo perto de Deraa. Soldados ocuparam mesquitas e bloquearam o acesso a praças em várias cidades, mas isso não impediu que milhares de manifestantes fossem às ruas, pedindo a libertação de presos políticos e o fim do regime do presidente Bashar al-Assad.

 

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Um ativista disse à Associated Press que três manifestantes foram mortos em Homs (a terceira maior cidade da Síria), dois na capital Damasco e um perto de Deraa, a cidade na fronteira com a Jordânia onde os protestos começaram em meados de março. O ativista pediu para não ser identificado porque teme represálias do governo.

 

Em Damasco ocorreram pelo menos três manifestações, juntando o maior número de oposicionistas na capital desde o início dos protestos. Os manifestantes, contudo, foram invariavelmente recebidos a tiros, bombas de gás lacrimogêneo e cassetetes pela polícia. Um ativista em Homs disse que as forças de segurança primeiro atiraram para o alto, mas quando viram que a multidão prosseguia a marcha atiraram diretamente nas pessoas.

 

Grupos pelos direitos humanos afirmam que entre 700 e 850 pessoas morreram desde o início da revolta contra o repressivo regime do presidente Assad. A crise deixa a Síria cada vez mais isolada internacionalmente. Na quinta, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, condenou o ataque do governo contra civis e disse que a violência mostra a debilidade do presidente. "Tratar assim seu próprio povo é na verdade um sinal de grande debilidade", comentou.

 

Assad, de 45 anos, está determinado a acabar com os protestos que já duram dois meses, apesar da pressão internacional e das sanções europeias e norte-americanas. O governo dele liderou uma das repressões mais brutais, dentro da onda de revoltas populares no mundo árabe. As informações são da Associated Press.

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