Repressão continua em Mianmar 1 ano após protestos, diz HRW

Na repressão das manifestações que exigiam reformas democráticas em 2007, 15 pessoas morreram

Efe,

26 de setembro de 2008 | 02h50

A ONG Human Rights Watch (HRW) denunciou nesta sexta-feira, 26, que o regime militar de Mianmar (antiga Birmânia) continua reprimindo seu povo um ano após os protestos a favor da democracia esmagados pelo Exército.  "A comunidade internacional deveria cobrar mais responsabilidade do governo birmanês pela brutal repressão contra os monges, ativistas e civis que protestaram em setembro de 2007", assinalou a ONG em comunicado. A subdiretora da HRW na Ásia, Elaine Pearson, ressaltou que os governantes birmaneses responderam com "violência e desprezo" às ânsias democráticas dos cidadãos, e acrescentou que "embora alguns ativistas políticos tenham sido libertados, outros continuam sendo detidos e milhares permanecem nas prisões". No dia 26 de setembro de 2007, milhares de pessoas saíram às ruas para exigir reformas democráticas da Junta Militar, no maior levante popular desde 1988. O regime reconhece 15 mortos na repressão dos protestos de 2007, mas a ONU diz que mais de 30 perderam a vida, enquanto a oposição calcula cerca de 200 mortes seis mil detidos, entre eles várias centenas de monges budistas.

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