Repressão deixa mais de 140 mortos na Síria em 2 dias

Forças de segurança da Síria atacaram ativistas e desertores do exército nesta terça-feira em várias cidades do país, matando pelo menos 47 pessoas, o que elevou o número de mortos na violência dos últimos dois dias para mais de 140, mesmo com o regime preparado para permitir a entrada de uma missão de observadores da Liga Árabe no país a partir da quinta-feira.

AE, Agência Estado

20 de dezembro de 2011 | 18h50

A televisão estatal da Síria mostrou imagens de manobras militares e disse que os exercícios tinham como objetivo "repelir qualquer agressão maquinada por inimigos da nossa nação". Grupos de ativistas afirmam que 100 pessoas foram mortas na segunda-feira, o mesmo dia em que o governo sírio finalmente assinou no Cairo um documento que implementa o acordo fechado com a Liga Árabe para acabar com a violência no país. Cerca de 70 dos mortos na segunda-feira seriam desertores do exército. Os grupos afirmam que nesta terça-feira pelo menos outras 47 pessoas foram mortas pelo governo.

Mais uma vez, não foi possível verificar os números de maneira independente porque o acesso dos jornalistas estrangeiros foi proibido pelo regime sírio.

O Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, com sede em Londres, disse que 47 pessoas foram mortas nesta terça-feira ao redor do país. Outro grupo de ativistas sírios, o Comitê de Coordenação Local, afirma que foram mortas 62 pessoas nesta terça-feira. Não existe explicação para a discrepância dos números.

O Observatório afirma que o incidente mais sangrento aconteceu na província de Idlib, perto da Turquia, onde tropas regulares atacaram opositores com metralhadoras e mataram 23 pessoas. Já o outro grupo, Comitê de Coordenação Local, afirma que foram mortas 25 pessoas nesse incidente.

As informações são da Associated Press.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.