Repressão do governo deixa dez mortos no Malavi

O presidente do Malavi, Bingu Wa Mutharika, atacou manifestantes hoje, após dois dias de protestos deixarem pelo menos 10 pessoas mortas em um levante popular sem precedentes no país da África austral. Funcionários de hospitais e ativistas afirmam que as vítimas foram mortas a tiros, e que na cidade de Mzuzu, no norte do país, 44 pessoas foram internadas com feridas provocadas por armas de fogo.

AE, Agência Estado

21 de julho de 2011 | 18h02

O presidente Mutharika prometeu "garantir a paz, usando qualquer medida disponível", enquanto os manifestantes se reuniam para mais um dia de protestos contra o governo. Além da falta de combustíveis, a população protesta contra os aumentos nos preços dos alimentos. "Se vocês destruírem lojas e agências bancárias, nós teremos combustível? Eu acredito que Deus fará algo por nós, porque essas pessoas (os manifestantes) não são lideradas por Deus, mas por Satã", afirmou o mandatário.

O Malavi conheceu relativa estabilidade econômica e política na década passada. O país africano ficou conhecido como o lugar onde a popstar Madonna adotou duas crianças e lançou um projeto para os órfãos. Mas as tensões políticas começaram a crescer em 2011 com a falta de combustíveis, além de um alto desemprego e da deterioração da economia.

Ontem, a população saqueou e queimou lojas de aliados do presidente Mutharika na capital Lilongwe. A Anistia Internacional, grupo de defesa dos direitos humanos, afirma que a polícia espancou oito jornalistas que cobriram os distúrbios e uma repórter de uma rádio foi gravemente ferida. As informações são da Associated Press.

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