Repressão e violência na Tunísia causaram 78 mortes, aponta governo

De acordo com ministro, número de feridos em confrontos já chega a 94

Efe

17 de janeiro de 2011 | 18h42

TÚNIS - A repressão dos protestos populares durante a revolta social na Tunísia, que forçou a fuga do país do presidente Zine el Abidine Ben Ali, e os incidentes violentos posteriores causaram 78 mortes em todo o país, anunciou nesta segunda-feira, 17, o ministro do Interior, Ahmed Fria.

 

Durante um discurso na televisão estatal, o ministro disse que o número de feridos desde o início dos protestos em 17 de dezembro do ano passado até o momento subiu para 94.

 

O último balanço oficial de vítimas divulgado na terça-feira passada, com Ben Ali ainda no poder, citava 21 mortos quando as organizações de direitos humanos elevavam o número para mais de 66 mortes.

 

A maioria das vítimas foi morta na repressão policial dos protestos populares antes da fuga do presidente, quando as Forças de segurança dispararam contra os cidadãos.

 

Fria afirmou que "diversas vítimas foram encontradas entre os membros das Forças da ordem", embora não precisou se morreram em conflitos com manifestantes ou nos incidentes violentos provocados após a saída de Ben Ali por membros de sua guarda presidencial e milícias de seus partidários.

 

Os grupos que apoiam o presidente deposto começaram um movimento de revolta e distúrbios desde a última sexta-feira, com o objetivo de semear o caos e desestabilizar o país disparando contra os militares, as forças policiais e os tunisianos em geral com a ajuda de franco-atiradores.

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