Repressão já matou 757 civis na Síria, diz grupo de direitos humanos

Organização síria afirma possuir lista com nomes, causas e locais das mortes

Agência Estado

10 de maio de 2011 | 11h42

BEIRUTE - Um grupo sírio defensor dos direitos humanos denunciou nesta terça-feira, 10, a morte de 757 civis desde o início do levante contra o regime do presidente Bashar al-Assad, em meados de março. Forças oficiais, com o auxílio de tanques, têm invadido vários povoados e cidades do sul, perto da instável cidade de Deraa.

 

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O presidente da Organização Nacional pelos Direitos Humanos da Síria, Ammar Qurabi, afirmou que o grupo tem uma lista com nomes, idades e causas das mortes, além do local onde elas ocorreram.

Nas últimas semanas, as forças do Exército realizaram uma operação de 11 dias em Deraa que resultou em mais de 80 mortes, segundo moradores e ativistas.

 

O ativista Mustafa Osso disse que as operações mais intensas nos últimos dias ocorreram em Maadamiye, um subúrbio de Damasco. Segundo ele, as telecomunicações foram cortadas e ficou impedida a entrada e a saída dessa área.

O Exército também realiza operações em outras cidades, como a costeira Banias, no noroeste; Homs, no centro; e Deir el-Zor, no norte do país, segundo o ativista. "O Exército está despachando militares para toda área onde houver manifestações", afirmou Osso.

 

Os grupos pelos direitos humanos dizem também que centenas de pessoas foram presas nos últimos dias em diferentes áreas da Síria. As informações são da Associated Press.

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