Repressão já matou mais de 3 mil pessoas na Síria

Mais de 3 mil pessoas foram mortas nos distúrbios na Síria desde o início de protestos populares por mais democracia em meados de março, afirmou a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, nesta sexta-feira. Segundo ela, pelo menos 187 crianças estão entre as vítimas. Nesta sexta-feira, ocorreram mais protestos pelo país.

AE, Agência Estado

14 de outubro de 2011 | 09h00

"Mais de 100 pessoas foram registradas como mortas apenas nos últimos 10 dias", afirmou Pillay. A autoridade da ONU afirmou que é preciso haver uma ação internacional para se evitar uma guerra civil no país.

Enquanto isso, milhares de sírios foram às ruas nesta sexta-feira, pedindo o fim do governo do presidente Bashar Assad e em apoio aos desertores do Exército que lutam contra o regime. Foi o maior ato explícito em apoio aos desertores até agora, que combatem as forças oficiais no norte e centro do país, em uma crescente militarização da disputa política.

O ativista Mustafa Osso e os Comitês de Coordenação Local afirmaram que há protestos em subúrbios de Damasco, em Deraa, no sul do país, nas províncias do norte de Alepo, Idlib e Hassakeh, e nas regiões centrais de Homs e Hama, bem como em outras áreas. Na quinta-feira, confrontos entre os militares e supostos desertores deixaram pelo menos 25 mortos, segundo o grupo Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, sediado em Londres.

Os países do Golfo Pérsico convocaram uma reunião de emergência com ministros das Relações Exteriores árabes para discutir a repressão na Síria. Em 13 de setembro, o grupo se reuniu no Cairo e pediu que autoridades sírias "interrompam imediatamente o banho de sangue". Damasco deu uma resposta dura à recomendação. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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