Repressão na Síria deixa mais 27 mortos

Regime Assad abre fogo contra protestos em pelo menos 7 cidades; garoto de 10 anos teria sido [br]assassinado em Hama

AFP, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2011 | 00h00

A repressão do regime de Bashar Assad contra manifestações em pelo menos sete cidades sírias deixou ontem 27 mortos, segundo grupos locais de defesa dos direitos humanos. Ao todo, mais de 850 pessoas teriam morrido em dois meses de protestos contra o ditador da Síria.

Os opositores de Assad se aproveitaram da sexta-feira, dia de oração do Islã, para realizar manifestações contra o governo de Damasco. Segundo relatos, tropas do regime sírio novamente abriram fogo contra dissidentes desarmados.

Os piores episódios de violência teriam ocorrido na cidade de Homs (região central da Síria), onde dez manifestantes foram assassinados, incluindo um garoto de 10 anos. Na cidade de Maaret al-Numan, no norte do país, pelo menos 11 opositores teriam morrido.

Vídeos amadores colocados ontem no YouTube mostravam manifestantes sírios atacando painéis com as imagens de Bashar Assad e de seu pai, Hafez. Bandeiras do Irã, além da Rússia e da China, eram queimadas por jovens com o rosto coberto por lenços.

Teerã é o principal aliado de Damasco no Oriente Médio, enquanto Moscou e Pequim estariam impedindo a aprovação de condenações internacionais contra a Síria na ONU.

Após aprovar ataques em apoio aos dissidentes líbios, o presidente dos EUA, Barack Obama, tem sido cauteloso nas condenações ao regime sírio, evitando se envolver em mais uma crise no Oriente Médio. No entanto, em seu discurso ao mundo árabe, realizado na quinta-feira, o presidente americano pediu que Assad promova reformas democráticas ou "saia do caminho".

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