Repressão pode causar reação da base de Morsi

Análise: Ernesto Londoño / W. Post

O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2012 | 03h09

As medidas adotadas pelo governo do Egito são uma admissão clara, ainda que tardia, por parte do presidente Mohamed Morsi, de que os militantes islâmicos que se instalaram no Sinai representam um grave desafio para o país. No entanto, elas também suscitam dúvidas quanto à capacidade dos militares egípcios, financiados pelos EUA, de fazerem frente à ameaça extremista.

O uso de caças mostra as limitações do aparato militar egípcio, cuja dependência de tanques pesados e de aviões de combate reflete uma orientação mais para a guerra em terra do que para uma campanha de repressão aos rebeldes. Neste momento, Morsi sofre pressão para apoiar uma repressão aos militantes da região, mas qualquer passo em falso poderá produzir uma reação dos islâmicos, sua principal base política. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

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