Repressão visou tirar Bahrein da beira do abismo sectário, diz chanceler

Exército invade praça das Pérolas e desarticula manifestação; ao menos três xiitaas morrem na ação

estadão.com.br,

17 de fevereiro de 2011 | 15h46

Manifestante faz sinal da vitória ao dar entrada em hospital. Foto: Mazen Mahdi/Efe  

MANAMA - O ministro de Relações Exteriores do Bahrein, Sheikh Khaled bin Ahmed al-Khalifa, disse nesta quinta-feira, 17, que a invasão da praça das Pérolas, na qual três manifestantes morreram e 231 ficaram feridos pelas forças de segurança foi necessária para 'tirar o país da beira do abismo sectário'.

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Horas depois de os militares forçarem a desocupação da praça, foi feito um comunicado na televisão impondo a proibição das manifestações e avisando que as Forças Armadas "tinham o controle de pontos-chave" da cidade.

 

Os veículos blindados do Exército - cerca de 50 - transitaram por uma rodovia em direção à praça. Os manifestantes tentavam transformar o local em base para os protestos, seguindo o exemplo da multidão que tomou a Praça Tahrir, no Cairo, no movimento que forçou a queda do presidente Hosni Mubarak.

 

O rei do Bahrein é sunita e aliado da Arábia Saudita. Inspirados pelas revoluções que derrubaram os ditadores da Tunísia e do Egito, os xiitas foram às ruas pedindo mais liberdades.Os fiéis que professam esta vertente da fé islâmica se dizem discriminados no país.

O Bahrein é uma das nações mais voláteis politicamente do Oriente Médio. A pequena ilha do Golfo Pérsico, rica em petróleo, é sede da Quinta Frota da Marinha Americana.

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