República do Congo elege presidente neste domingo

O presidente da República Democrática doCongo, Joseph Kabila, fez um apelo à calma nas eleições presidenciais deste domingo, que considerou fundamentais para a reconstrução do país, segundo o jornal "Le Potentiel". "Viemos de longe, muito longe. O país não pode ser obscurecido pelo caos e pela confusão", afirmou Kabila ao jornal congolês. Kabila, de 35 anos, enfrentará o vice-presidente Jean-Pierre Bemba, de quase 44 anos, no segundo turno. São asprimeiras eleições presidenciais pluripartidárias no país em mais de 40 anos. No primeiro turno, em 30 de julho, Kabila obteve 44,81% dos votos, e Bemba, 20,03%. Dias depois da votação, partidários de Kabila e Bemba seenfrentaram a tiros na capital, conflito que deixou dezenas de mortos e feridos. Muitos temem um novo confronto armado no domingo ou nos dias seguintes à eleição. "O presidente garante a calma. Mas a cada provocação haverá uma resposta", afirmou Kabila, que assumiu o poder em 26 de janeiro de2001 após o assassinato de seu pai, Laurent Kabila. Kabila garantiu que adotou todas as medidas necessárias para que mais de 25 milhões de eleitores possam votar. E prometeu que,depois da votação, se reunirá com Bemba para juntos pedirem calma à população, "e sobretudo aos militantes dos partidos". "Para mim, as eleições não são um fim em si mesmas. A próxima etapa, a mais difícil, é a reconstrução do país", afirmou. A República Democrática do Congo (RDC), ex-Zaire, viveu em 2002 uma guerra civil que deixou um saldo de mais de 3 milhões de mortes, provocadas principalmente pela fome e pelas doenças.

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