EFE/JOSÉ JÁCOME
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República Dominicana assume presidência temporária da Celac

Em discurso, presidente dominicano Danilo Medina disse que situações 'econômica, social, ambiental e ideológica' do mundo e da América Latina resultam em 'imensos desafios' para a região

O Estado de S. Paulo

28 Janeiro 2016 | 12h59

QUITO - O presidente da República Dominicana, Danilo Medina, afirmou na quarta-feira ao receber a presidência temporária da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) das mãos do Equador que a região e o mundo passam por momentos de "enormes desafios".

"Assumimos a presidência Pro tempore em um ano no qual o mundo e a América Latina, em particular, enfrentam imensos desafios", disse Medina ao assinalar entre eles as situações econômica, social, ambiental e ideológica.

"Está é uma soma imensa de desafios e de dificuldades. É uma rede complexa com tantos problemas entrelaçados, que só a política poderá resolvê-los", disse Medina em seu discurso de posse em Quito, ao término da quarta cúpula da Celac.

Para o presidente dominicano, o mundo pede uma saída política, que "não virá pelos mesmos métodos e pelos mesmos caminhos".

"É neste cenário que a Celac, ao invés de se sentir pequena, deve se sentir grande; ao invés de se sentir deslocada do eixo das soluções, dos problemas do mundo, deve se sentir forte, criativa, para buscar respostas", acrescentou Medina.

O presidente dominicano afirmou que o objetivo da Celac sempre foi traçar uma visão de paz, igualdade, solidariedade e crescimento com justiça social e considerou que agora é o momento de fazer com que a voz da Celac seja ouvida nos espaços internacionais, "para levar soluções aos grandes problemas que ainda atingem a maioria da população" na região e em grande parte do mundo.

Para Medina, apesar dos grandes avanços conseguidos na América Latina, "os desafios ainda são enormes" e acrescentou que é urgente buscar respostas para os problemas da região e "ajudar a abrir novos caminhos para o mundo".

O presidente dominicano afirmou que a América Latina é uma das áreas de maior desigualdade do mundo e que esse problema é um dos desafios que os países do bloco devem enfrentar. Além disso, se comprometeu a trabalhar para que em 2017, quando entregar a presidência do grupo, a Celac seja um espaço "ainda mais integrado, mais operacional e ainda mais reconhecido no cenário global".

A Celac é integrada por Brasil, Antígua e Barbuda, Argentina, Bahamas, Barbados, Belize, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, República Dominicana, Dominica, Equador, El Salvador, Granada, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Santa Lúcia, São Cristóvão e Névis, São Vicente e Granadinas, Suriname, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela. / EFE

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