AFP PHOTO / Erika Santelices
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República Dominicana inicia Assembleia-Geral da OEA e pede apoio ao diálogo na Venezuela

Presidente Danilo Medina disse que está preocupado ‘pelo momento que o povo venezuelano está vivendo’ e apoia ‘plenamente’ as iniciativas de manter conversas no país

O Estado de S. Paulo

14 Junho 2016 | 14h37

SANTO DOMINGO - O presidente da República Dominicana, Danilo Medina, abriu na segunda-feira, a Assembleia-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) com uma mensagem de apoio a "todas as iniciativas de diálogo" na Venezuela, especialmente a liderada pela Unasul e três ex-presidentes.

"Estamos preocupados pelo momento que o povo venezuelano está vivendo. Neste sentido, apoiamos plenamente todas as iniciativas de diálogo que levariam, em conformidade com a Constituição e o pleno respeito dos direitos humanos, à resolução da diferença real entre setores políticos", disse Medina em seu discurso.

A Venezuela está imersa em uma crise social, econômica e política, e foi o tema principal de grande parte do discurso inaugural de Medina como anfitrião do encontro anual da OEA, que reúne os chanceleres dos 34 Estados-membros.

"Desejamos efetivamente que a Venezuela avance pelo caminho da paz e da institucionalidade, assim como queremos uma OEA que promova a institucionalidade democrática em todo o continente", afirmou Medina.

Após estas palavras, Medina prosseguiu com outra mensagem que foi um dos focos de seu discurso: o pedido para que a OEA "salde sua dívida histórica" com seu país e "aprove uma resolução de desculpas para a República Dominicana pelo desempenho da OEA na intervenção americana de 1965".

"Esta é uma ferida aberta que só poderá ser cicatrizada com o reconhecimento do que aconteceu por parte da OEA e com um pedido de perdão que merece nosso povo", afirmou o presidente dominicano, entre fortes aplausos.

A Assembleia-Geral da OEA inicia sua agenda de trabalho nesta terça-feira, 14, e termina no dia seguinte, com um programa centrado no tema oficial do "Fortalecimento Institucional para o Desenvolvimento Sustentável", mas com a crise da Venezuela no foco das atenções. /EFE

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