República Dominicana pára com queda de avião em NY

A República Dominicana ficou paralisada nesta segunda-feira com a queda do avião da America Airlines que se dirigia ao país caribenho. A grande maioria de passageiros era dominicana. O número oficial não havia sido divulgado pelas autoridades, mas segundo a rede de rádio e TV local CDN, havia pelo menos 176 dominicanos entre os 246 passageiros e 9 tripulantes no vôo 587. Cenas de dor eram vistas no aeroporto Las Américas, 30 quilômetros a oeste da capital, Santo Domingo, onde se concentraram mais de 500 parentes e amigos das pessoas que viajavam no Airbus-300 que caiu sobre o bairro residencial de Queens, em Nova York, pouco depois de decolar do aeroporto internacional John F. Kennedy. Pelo menos duas pessoas foram atendidas com problemas cardíacos depois de receberem a confirmação de que parentes estavam entre os mortos. As autoridades decidiram não divulgar a lista com os nomes das vítimas até que todos os parentes e amigos que foram ao aeroporto fossem informados. A direção do aeroporto destinou uma sala especial para que os parentes aguardassem informações sobre as vítimas. Vários médicos e psicólogos foram postos à disposição das famílias. Muitas pessoas que esperavam os passageiros desmaiaram ao ouvir a notícia. Ouvida por telefone pela Agência Estado, a jornalista do jornal dominicano Listin Diario Solangel Valdez disse que o clima no aeroporto era de histeria depois que as autoridades começaram a confirmar os nomes das vítimas. "As pessoas saíam da sala gritando e chorando muito. Era algo muito constrangedor", disse. Segundo a jornalista, muitos dos passageiros eram empresários ou pessoas que trabalhavam nos EUA e estavam voltando para a República Dominicana para passar as férias de fim de ano com a família. Mais de 500.000 dominicanos vivem na cidade de Nova York. A jornalista disse que havia rumores de que entre os mortos estaria um grupo de merengue, que voltava de uma turnê nos EUA, e a mãe do jogador de futebol Gorky Pérez, mas não havia confirmação. Entre as vítimas confirmadas está a filha do cantor dominicano Cuco Valoi, Mercedez, e os três filhos dela. Em uma primeira reação oficial, o porta-voz presidencial Luis González Fabra disse que o presidente Hipólito Mejía estava acompanhando atentamente a tragédia e manifestou profundo pesar e consternação.

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